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O comportamento desanimador da economia ao longo do governo Temer e especialmente no primeiro semestre deste ano levou os economistas das consultorias a reverem para baixo suas previsões sobre a geração de novos postos de trabalho em 2018.

Inicialmente, as projeções, relativamente otimistas em função das falsas promessas que embalaram a reforma trabalhista, indicavam a criação de até 1 milhão de empregos, o que já não seria mais que uma gota d´água no oceano do desemprego em massa que castiga cerca de 18 milhões de assalariados, segundo os números do IBGE, incluindo os que já desistiram de procurar uma ocupação (os desalentados).

Agora as previsões situam-se entre 350 a 452 mil novos empregos, menos da metade das estimativas anteriores, a julgar pela pesquisa do G1 publicada segunda-feira (30). O cenário piora quando se considera que, segundo os dados do IBGE, os escassos postos de trabalho gerados, principalmente depois que a nova legislação trabalhista entrou em vigor (12/11/2017), são precários, sem carteira e, por consequência, sem direitos, ou contratos temporários (que aumentaram 17% no primeiro trimestre deste ano) e intermitentes.

A causa desta calamidade reside nas políticas de restauração neoliberal do governo ilegítimo, com destaque para a EC 95, que inviabiliza os investimentos públicos, e a nova legislação trabalhista, que extingue direitos e estimula a precarização sob o falso pretexto de combater a crise e o desemprego.

Umberto Martins é jornalista, escritor e assessor da CTB.

Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.

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