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Sáb, Ago

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"Ao tempo em que denunciamos com indignação mais este episódio do massacre do povo palestino por Israel, não perdemos de vista que esta é uma estratégia da liderança sionista, agressiva, racista e criminosa daquele país, que persegue até mesmo quem dentro de Israel ouse opor-se a tal política genocida".

Em uma medida provocativa, irresponsável e na contramão de todo o empenho das forças democráticas e progressistas do mundo por uma solução política justa à situação da Palestina — onde um povo enfrenta heroicamente um século de colonização e cinco décadas de ocupação militar israelense, os EUA inauguraram nesta segunda-feira (14) a sua Embaixada em Jerusalém, por ordem do presidente Donald Trump.

A medida unilateral é uma violação flagrante do Direito Internacional e de resoluções da Organização das Nações Unidas (ONU). Assim, apenas os Estados Unidos reconheceram arbitrariamente a cidade histórica, ocupada e anexada ilegitimamente e à força por Israel, como capital desse país, à revelia dos preceitos encaminhados nas sucessivas negociações para a solução do conflito, que teria uma Jerusalém partilhada.

Com justa razão, os palestinos responderam com intensos protestos, aos quais as forças de ocupação israelenses reagiram com a brutalidade de sempre. Os ataques das forças armadas israelenses já mataram ao menos 55 pessoas e feriram milhares, apenas nesta segunda-feira (14).

A provocação estadunidense ao instalar sua Embaixada em Jerusalém e o massacre de palestinos pelas forças armadas israelenses constituem uma afronta repugnante a todos os povos amantes da paz.

Há mais de um mês que os palestinos protestam, sobretudo na Faixa de Gaza, contra o colonialismo e a ocupação, reafirmando o direito dos refugiados palestinos a retornar, após 70 anos de exílio, despojo e genocídio. Desde então, as forças israelenses têm atirado para matar tanto manifestantes desarmados quanto jornalistas que cobrem o protesto, alegando assim proteger suas fronteiras. Já são mais de 100 vítimas fatais ao longo deste turno de manifestações.

A ONU estima que cerca de 70% da população de Gaza seja composta por refugiados das vilas destruídas ou ocupadas por Israel quando da sua criação, há sete décadas. Neste 15 de maio, um dia após a data em que Israel comemora o seu estabelecimento, os palestinos lembram a Nakba, a catástrofe, que significou o genocídio, o massacre de 15 mil pessoas, a destruição de 500 vilas e a expulsão de 750 mil pessoas que se tornaram refugiadas (uma população hoje estimada entre 5 e 7 milhões em todo o mundo).

É preciso reafirmar com reforçada contundência o repúdio completo à persistente colonização e ocupação militar da Palestina por Israel. Ao tempo em que denunciamos com indignação mais este episódio do massacre do povo palestino por Israel, não perdemos de vista que esta é uma estratégia da liderança sionista, agressiva, racista e criminosa daquele país, que persegue até mesmo quem dentro de Israel ouse opor-se a tal política genocida.

Como tem feito reiteradamente o Conselho Mundial da Paz, manifestamos, por isso, nossa irrestrita solidariedade ao povo palestino e a todas as forças da paz que, na Palestina, em Israel e em todo o mundo, lutam por uma solução justa à questão da Palestina.

Reafirmamos a urgência da solução de dois Estados que a política sionista e a cumplicidade imperialista buscam enterrar. Pelo cumprimento do direito do povo palestino à autodeterminação e o estabelecimento do Estado da Palestina nas fronteiras anteriores à guerra de 1967, com Jerusalém Leste como sua capital; pelo direito dos refugiados a retornar e pela libertação dos mais de seis mil prisioneiros políticos palestinos no cárcere da ocupação!

Instamos à responsabilização da liderança israelense pelos persistentes crimes contra a humanidade cometidos contra o povo palestino, a começar pelo próprio regime de apartheid, passando pelas sistemáticas e gravíssimas violações dos direitos humanos do povo palestino.

Pelo fim do cerco à Faixa de Gaza e da repressão israelense!

Pelo fim da colonização sionista e da ocupação militar israelense da Palestina, já!

Viva a Palestina livre!

Socorro Gomes é presidenta do Conselho Mundial da Paz.

Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor

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