Sidebar

25
Ter, Set

Fonte
  • Smaller Small Medium Big Bigger
  • Default Helvetica Segoe Georgia Times

Vivemos os primórdios da 4ª Revolução Industrial (ou Revolução 4.0). É a emergência, nas mais diversas áreas, de novas tecnologias, como a inteligência artificial, a robótica, a internet das coisas, os veículos autônomos, a impressão em 3D, a nanotecnologia, a biotecnologia, as ciências dos materiais, o armazenamento de energia e a computação quântica.

Em ensaio sobre o tema, Klaus Schwab, presidente-executivo do Fórum Econômico Mundial, alertou para a velocidade das mudanças. “Muitas dessas inovações”, diz ele, “são tão profundas que, na perspectiva da história humana, nunca houve um momento tão potencialmente promissor ou perigoso”.

As relações de produção continuarão a ser capitalistas, com mais exploração da força de trabalho e aumento dos lucros no processo produtivo. Segundo Schwab, 80% das atuais profissões podem ser extintas em até 30 anos, num reflexo da aplicação crescente das novas tecnologias no processo de produção de mercadorias. Dezenas de milhões de pessoas serão atingidas mundo afora.

1,3 bilhão de pessoas estão sem acesso ao principal avanço da 2ª Revolução Industrial, a eletricidade, e 4 bilhões ainda não se conectam à internet, ícone da 3ª Revolução Industrial. As tecnologias da Revolução 4.0 tampouco serão universalizadas.

A miséria e a exploração crescerão, tal como o caráter concentrador e excludente do sistema. Vale lembrar que 1,3 bilhão de pessoas estão sem acesso ao principal avanço da 2ª Revolução Industrial, a eletricidade, e 4 bilhões ainda não se conectam à internet, ícone da 3ª Revolução Industrial. As tecnologias da Revolução 4.0 tampouco serão universalizadas.

À luz das transformações em curso, a política industrial tem de se associar, cada vez mais, aos avanços da tecnologia aplicada nos processos produtivos. Um novo projeto de desenvolvimento nacional pressupõe a reindustrialização do País, a qualificação do setor produtivo, o incentivo à pesquisa e à inovação, além da valorização do trabalho. Amplos setores da sociedade devem ser envolvidos nesse debate – do meio acadêmico ao setor industrial, passando pela classe trabalhadora e suas entidades representativas.

*Marcelo Toledo é dirigente na CTB e secretário de Formação da FITMETAL.


Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.

0
0
0
s2sdefault

Quer saber o que acontece no movimento sindical e no mundo do trabalho?

Digite seu nome e e-mail para receber gratuitamente nosso informativo.