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Qua, Set

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Não é de hoje que alguns setores da sociedade questionam o papel do Estado e de seus servidores no atendimento à população. Para muitos, o Estado deveria, apenas, contribuir para “não atrapalhar o mercado”, atribuindo-lhe uma tarefa muito menor à que pode ocupar, e deveria privatizar e terceirizar ao máximo, o que responde aos interesses empresariais, mas não aos do povo.

Nesta toada, acaba sobrando para o funcionalismo a pecha de culpado pelos supostos “desequilíbrio nas contas” e “inchaço da máquina”. Numa realidade de crise como a que vivemos, o poder público pode (e deve) ser indutor de desenvolvimento e garantidor de direitos como saúde, educação, assistência social, segurança e saneamento. A falta de uma visão de gestão focada no bem-estar das pessoas, e voltada tão somente para o atendimento do que quer o mercado, deixa a população à deriva.

Porto Alegre, por exemplo, está suja, abandonada e insegura; a população em situação de rua cresce com a crise e sofre com o frio e a fome sem ter o respeito e o atendimento que precisa; nos postos e hospitais, faltam profissionais e condições para o atendimento adequado; na educação, uma nova rotina escolar piora a qualidade do ensino; e os servidores veem sua carreira e seus direitos atacados por projetos de lei, parcelamentos que vem e vão e falta de reajuste. No Estado, a realidade não é muito diferente: Sartori quer vender nosso patrimônio, segue não investindo nas áreas essenciais e continua atacando seus servidores.

É preciso que tenhamos claro que os serviços públicos e seus trabalhadores e trabalhadoras não são os responsáveis pela crise. Sua atuação cotidiana assegura à população — que financia toda esse estrutura com os seus impostos — atendimentos que, se dependessem somente da iniciativa privada, seriam mais caros, injustos e excludentes. O que queremos é mais dignidade, direitos e igualdade para todo o povo e o serviço público é central para tornar esse sonho uma realidade concreta.

*Abigail Pereira foi secretária da Mulher Trabalhadora da CTB Nacional e é vice-presidenta do PCdoB-RS.


 Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.

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