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O presidente argentino, Maurício Macri, anunciou nesta terça (8) a abertura de negociações com o FMI para obter um empréstimo de US$ 30 bilhões com o propósito de debelar a crise cambial que castiga a economia do país.

É mais um retrocesso na América Latina, que hoje padece sob os efeitos de uma forte onda reacionária, comandada e instrumentalizada pelos EUA, que resultou em golpes de Estado no Brasil, Paraguai e Honduras e revezes políticos na Argentina, Equador e Chile, bem como no esvaziamento da Celac e Unasul.

A região está novamente subordinada aos desígnios do imperialismo americano e instituições que sempre estiveram a serviço de sua estratégia, como o FMI. A presença dos técnicos do Fundo, portadores de indigestas receitas neoliberais, vai agravar as contradições sociais na nação vizinha. Não é sem razão que 54% dos argentinos desaprovam a desastrosa gestão de Maurício Macri.

Intensificam-se as pressões e chantagens contra a Venezuela, sempre justificadas com o pretexto de defender a democracia, o que soa cínico na voz de um império decadente que promove e respalda golpes, torturas e guerras em nosso continente e em todo o mundo com o propósito de ampliar seus domínios nos planos econômico, político, ideológico e militar.

Mas o tempo não para e a história por certo há de reservar novas revoltas autenticamente populares e revoluções. As nações latino-americanas e caribenhas haverão de resgatar a soberania e caminhar no sentido da integração e transformação da América Latina e Caribe numa "zona de paz", como preconiza a Celac. Quem viver verá.

Umberto Martins é jornalista e assessor da CTB

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