Sidebar

19
Sex, Out

Fonte
  • Smaller Small Medium Big Bigger
  • Default Helvetica Segoe Georgia Times

De acordo com o Tribunal Superior do Trabalho (TST), um conferente de malotes da Transbank - Segurança e Transporte de Valores submetia os trabalhadores à revista íntima na presença de supervisores e um pitbull, para intimidá-los.

"Prática a ser condenada em todos os aspectos, pois fere a dignidade humana", diz Carlos Rogério Nunes, secretário de Políticas Sociais da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

Ao analisar a defesa da empresa, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região de São Paulo decidiu aumentar a indenização determinada pela primeira instância em R$ 20 mil para R$ 35 mil.

A Oitava Turma do TST confirmou a condenação e o valor fixado pela segunda instância. Para os juízes, a empresa teve conduta “abusiva, vexatória, humilhante e desrespeitosa”. O trabalhador contou que havia câmeras em todas as salas filmando todo o serviço realizado, que trabalhava de macacão e chinelos e passava por detectores de metais. Mesmo assim, a empresa obrigava os empregados à revista íntima com a presença do cachorro.

A empresa negou que as revistas fossem realizadas com a presença de um animal e disse que o procedimento era feito com moderação, sem que os trabalhadores tivessem de se despir ou fossem expostos ao ridículo.

O ministro Márcio Eurico Vitral Amaro, considerou a sentença da segunda instância procedente e alinhada à Súmula 337 (veja aqui) do TST, que considera a revista por meio de nudez totalmente ofensiva à moral do trabalhador.

Para o jurista José Affonso Dallegrave Neto “a empresa não pode pautar suas condutas na desconfiança ou na presunção de que seus pertences e empregados são improbos. A presunção ética, moral e legal é e deve ser a de que todos são inocentes e agem de boa-fé, até que se prove o contrário”.

Assista reportagem da TV Justiça 

Nunes louva a decisão da Justiça e critica a existência de práticas abusivas ainda no país. “Decisões desse tipo mostra que ainda há Justiça no Brasil e que a vitória desse trabalhador sirva de exemplo para que os tribunais acabem com esse tipo de humilhação a quem trabalha para ganhar o seu pão de cada dia”.

Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy, com informações da Assessoria de Imprensa do TST. Foto: Pastoral Carcerária

0
0
0
s2sdefault

Quer saber o que acontece no movimento sindical e no mundo do trabalho?

Digite seu nome e e-mail para receber gratuitamente nosso informativo.