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Ter, Mar

Eles queriam meter a mão em R$ 2,5 bilhões provenientes de um acordo obscuro da Petrobras com os EUA

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu nesta sexta-feira (15) todos os efeitos do acordo celebrado entre a força-tarefa da Lava Jato de Curitiba com a Petrobrás e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que previa a criação de uma fundação com R$ 2,5 bilhões recuperados da Petrobras.

Segundo a jornalista Daniela Lima, da coluna Painel da Folha de S. Paulo, ele ainda determinou o bloqueio de todos os valores que foram depositados na conta da 13ª Vara Federal de Curitiba e submeteu qualquer movimentação desse dinheiro à “expressa decisão do Supremo Tribunal Federal”.

Moral na lama

Na decisão, Moraes afirma que os procuradores, em princípio, “exorbitaram das atribuições que a Constituição Federal delimitou para os membros do Ministério Público”. Para o ministro o acordo nem sequer autoriza a força-tarefa ou o Ministério Público Federal a se intitulares tutores do dinheiro reenviado ao Brasil. “Em relação ao destinatário do pagamento dos US$ 682.526.000,00 (80% do valor da multa), o acordo sempre se referiu a ‘Brazil’ e ‘Brazilian authorities’, sem indicar qualquer órgão brasileiro específico.”

Os procuradores da Lava Jato, com a cumplicidade do atual ministro da Justiça, estavam ansiosos para abocanhar a fortuna. Eles se julgam acima dos mortais comuns e da Lei, mas agora se deram mal. Foram pegos com a boca na botija e estão com a moral toda enterrada na lama, como sugere a música de Clara Nunes.

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