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Falta 5 meses para eleições gerais de 2018, o desgoverno golpista anunciou que não desistiu de aprovar a Reforma da Previdência ainda este ano.

No dia 15 de maio de 2018 no Palácio do Planalto o desgoverno, reuniu-se com a sua base parlamentar, deputados, senadores, ministros e presidentes de estatais para apresentar as ações de seu governo, desde maio de 2016.

Ele já tinha utilizado o Twitter para fazer um balanço de sua má gestão, afirmou ter tirado o Brasil da recessão e disse que a economia do país deverá crescer mais de 2%.

Além disso, citou a reforma do Ensino Médio e a Base Nacional Comum Curricular como marcos de sua gestão. Agora o foco será a reforma da previdência com a volta da campanha para aprovar a proposta com força total em outubro, após as eleições.

Logo após a reunião, o Jornal de Brasília publicou, “o Palácio liberou bilhões de reais em emendas e atendeu a interesses partidários e a cargos para apadrinhados nos redutos dos aliados. Não vai sair barato”.

As informações de crescimento apresentadas na referida reunião são todas mentirosas, o crescimento alegado de 2% está sendo desmentido pelo banco central com uma queda de 013% na economia no primeiro trimestre de 2018.

Não para por aí. O golpe tem compromisso com os grandes conglomerados financeiros e aprovar a reforma da Previdência. Os presidentes das entidades supermercadistas Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e Associação Paulista de Supermercados (Apas), numa cerimônia no Palácio do Planalto, na segunda feira elogiaram reforma a reforma trabalhista que acabou com os direitos dos trabalhadores, mas cobraram a reforma da Previdência ainda este ano.

A rede globo, sócia do maior fundo de previdência privada, mostra um Brasil ameaçado pelas agências de classificação de risco de crédito, o sistema financeiro está ameaçando retirar todo apoio a turma do golpe se por acaso a reforma da Previdência não for votada ainda este ano. O sistema financeiro alega que, sem os recursos financeiros da Previdência, a Emenda Constitucional nº 95/2016 (EC 95/16) não contempla o setor e estão cobrando a fatura.

Ao congelar os investimentos públicos brasileiro nas áreas sociais, como saúde e educação e infraestrutura, o governo achava que já tinha contemplado os banqueiros porém essa turma do capital parasitário querem mesmo é o superávit da Previdência. Eles querem todo o dinheiro que os trabalhadores pagam para previdência. Para os banqueiros e rentistas e empresários devedores do INSS, agora, é a hora de acabar com o direito à aposentadoria.

Os eleitores devem ficar atentos porque existe muitos deputados e senadores que trabalham para o sistema financeiro, que votaram nas reformas e agora aguardam ser reeleitos em outubro para prosseguirem na execução e defesa dos interesses do capital financeiro saqueado o povo.

Estamos vivendo um momento crítico ou um momento de sair da dificuldade. Se votar em parlamentar que aprovou o impeachment e todas as reformas que acabaram com direitos e implantaram no país o Estado policial de exceção, certamente, irá enterrar o país no mais tenebroso atraso e condenará a classe trabalhadora a não ter direito algum nem mesmo de reunião. Mas, por outro lado podemos ser criteriosos na hora de votar, não votar em partidos e candidatos que patrocinaram o golpe e votaram contra os trabalhadores.

Os eleitores devem ficarem atentos porque existe muitos deputados e senadores a serviço do sistema financeiro e que já votou pela reforma trabalhista. Uma das frases mais ouvidas em época de eleições é faça um voto consciente e qual seria a fórmula para votar?

O primeiro passo é não votar com compromisso. Escolha sempre o partido que esteve ao lado do trabalhador, vote no candidato que lutou contra o Golpe de 2016 e contra todas as reformas de Temer, a terceirização e o congelamento dos gastos públicos; ou em quem sempre esteve nas lutas por uma sociedade mais justa, mais humana e por conquistas sociais.

*Pascoal Carneiro é presidente da CTB Bahia.

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