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Sáb, Mai

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O anunciado déficit recorde R$ 268,8 bilhões nas contas da Previdência em 2017 (INSS e servidores da União) pouco deve influenciar o quadro de ceticismo com a aprovação, em fevereiro, da proposta de reforma nas regras de acesso à aposentadoria. A estratégia do Governo Federal é preparar o terreno para o anúncio de um novo adiamento da votação - desta vez, para novembro. Na área técnica, porém, poucos acreditam na aprovação antes do próximo gestor.


No domingo, em reunião com investidores em Londres, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, já avisou que a proposta pode voltar a ser pautada após a eleição, caso não seja aprovada no mês que vem. O discurso é que, em novembro, há a perspectiva de que uma janela se abra em função do fim do mandato de deputados e senadores que não temerão mais um julgamento popular. Seria o quinto adiamento da votação da reforma desde que a proposta foi encaminhada ao Congresso, em 2016.


Meirelles afirmou que a expectativa do Governo é que a reforma seja em fevereiro. “A expectativa é em fevereiro, e não em novembro”. Ele relatou que, durante a reunião, foi incitado a colocar um percentual esperado para a aprovação. “Perguntaram-me: ‘mas, então, tem pelo menos 50%?’ Tem, tem sim, respondi”, acrescentando que “a expectativa é muito maior que essa”.


Mesmo com uma ala próxima do presidente já admitindo que a votação deve ficar para depois das eleições, Micel Temer (MDB) relatou a interlocutores diretos que é melhor colocar em votação em fevereiro “mesmo que para perder”.


Sem a reforma da Previdência, o Governo procura o que dizer quando a data de votação (19 de fevereiro) se aproximar. A área econômica se apoia no discurso da retomada com mais vigor do crescimento da economia brasileira.


A espécie de “preparação” de Meirelles para o anúncio do adiamento ficou mais fácil depois que o Brasil teve a sua nota de crédito rebaixada pela agência S&P e não foi registrada turbulência nos mercados.


Pelas contas de aliados do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o Governo não tem 230 votos favoráveis. São necessários 308 para aprovar a reforma.

De Brasília,  Portal CTB (com Agência Estado)

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