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O trabalhadores do sistema ferroviário de São Paulo aprovaram, em assembleia na noite da última quinta-feira (11), a nova proposta de reajuste salarial e de benefícios da CPTM, cancelando assim a greve marcada para esta na sexta-feira (12).

A nova proposta traz reajuste de 8,25% linear para todos os funcionários (6,75% do IPC + 1,5 % de aumento real). Nos benefícios, pela data-base de março vai vigorar correção de 3,4% no vale-alimentação mais 1,6% no vale refeição. Em outubro, o aumento no vale-alimentação chegará a 11,94%, e o vale-refeição, 10%.

Os funcionários almejavam aumento salarial de 9,29% (7,68% do INPC + 1,5% de aumento real), além de igualdade em relação aos metroviários nos valores dos benefícios vale-alimentação, vale-refeição e auxílio materno infantil.

A categoria se reuniu mais uma vez na tarde desta quinta-feira no TRT (Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região) com a desembargadora Ivani Contini e representantes da CPTM. “No tribunal, a desembargadora disse que não ia mais marcar reunião, só julgamento, e lá não haveria melhora nesses benefícios. Não era o que esperávamos, mas deu uma evoluída”, disse Maurício Alves de Matos, vice-presidente do Sindicato dos Ferroviários.

“A categoria, mesmo não atingindo os objetivos, viu melhora nas propostas apresentadas no TRT e resolveu aceitar e encerrar a campanha salarial de 2015″, afirmou o presidente Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias de São Paulo (STEFSP) Eluiz Alves de Matos.

“Depois que quase três meses negociando, o limite era esse. Vamos voltar com mais ânimo para a próxima data-base, buscando sempre a igualdade para os ferroviários.” A categoria reúne cerca de 8.500 funcionários, segundo o presidente.

Na semana passada, uma greve parcial dos funcionários fechou quatro linhas da CPTM de manhã à tarde e afetou o transporte de cerca de 500 mil pessoas na região metropolitana.

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