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Dom, Jan

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Por decisão da 4ª Vara da Justiça do Trabalho de São José dos Campos, pleito acontecerá nos dias 6 e 7, com composição paritária de agentes de fiscalização entre as duas chapas concorrentes; após 25 anos de dinastia, CUT (Central Única dos Trabalhadores) pode perder o controle da 3ª maior base sindical da região.

Após “batalha” judicial que incluiu duas ações no âmbito da Justiça do Trabalho e um mês de atraso em relação a data inicial prevista, a nova diretoria do Sindicato dos Condutores do Vale do Paraíba será escolhida ao final desta semana, com urnas distribuídas em diversas cidades da região, entre os dias 6 e 7.

O processo eleitoral havia sido suspenso por conta de uma das ações da oposição, que reivindicava direito de fiscalização das urnas, além de apuração em local público e aberto, o que foi acolhido pela Justiça.A nova diretoria, que irá representar a terceira maior base sindical do Vale, com 15 mil trabalhadores (8 mil associados aptos a votar), será escolhida entre o grupo de situação, controlado pela CUT (Central Única dos Trabalhadores), e a chapa de  oposição, que é apoiada pela CTB  (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil).
 
A CUT, que é o braço sindical do PT, tentará manter sua hegemonia por meio de um velho conhecido: José Carlos de Souza, ex-presidente e diretor do sindicato, que é aliado do ex-prefeito Carlinhos Almeida e que nos últimos quatro anos ocupou cargo comissionado de Diretor de Relações Sindicais na Secretaria de Relações do Trabalho.O grupo de oposição, que tem o apoio da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), é formado por seis dissidentes da atual diretoria, sendo Natanael Silva, cobrador na empresa Expresso Maringá de São José dos Campos, seu principal nome.
 
Segundo Natanael Silva, é grande o descontentamento da categoria com a atual diretoria e, principalmente, com a forma como as negociações foram conduzidas nos últimos quatro anos. Ele afirma que o Sindicato chegou a “barrar” iniciativas de greve nas cidades de São José dos Campos e Jacareí para poupar os governos locais de desgaste. Ambos municípios eram governados por políticos do PT.  
 
 “O principal ‘mote’ da nossa campanha é a ideia de devolver o sindicato às mãos dos trabalhadores. Nós não queremos mais discussões políticas interferindo no dia-a-dia da relação do funcionário com as empresas, que já é bem difícil”, disse ele.A melhoria nas condições de trabalho, segurança e de remuneração são algumas das principais bandeiras defendidas pelo grupo de oposição. O grupo, particularmente, estaria preocupado com o avanço no uso de veículos sem cobrador que estaria sendo observado na região.
 
“A perda de postos de trabalho seria enorme. As pessoas precisam saber que o cobrador também é responsável pela qualidade do transporte público, uma vez que as viagens se tornam mais lentas em veículos onde o motorista faz a cobrança. A segurança do motorista e dos passageiros também seria comprometida”, disse ele.
 
Edmon Garcia
 
Fotos: "Plenária da Vitória", ocorrida ontem (02/04), na sede do Sindicato dos Petroleiros de São José dos Campos. Evento contou com a presença do deputado federal e ex-ministro Orlando Silva e com toda a cúpula da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) no Estado. Crédito: Edmon Garcia 

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