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Os trabalhadores da educação decidiram aprovar a continuidade da greve até que as reivindicações sejam atendidas, em assembleia geral realizada na tarde desta segunda-feira, 27,  na Escola Estadual Presidente Médici, em Cuiabá, com representantes de mais de 50 municípios. Mais que isso: decidiram desafiar a decisão do Judiciário que, em liminar, determinou a volta dos professores à sala de aula. Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT), Gilmar Soares Ferreira, “a afirmação do Governo de que a greve é ilegal nunca foi e continuará não sendo um problema para o sindicato”.

Gilmar Soares acrescentou que os trabalhadores da educação repudiam as atitudes da Secretaria de Educação  e seus órgãos, que tentam pressioná-los a voltar ao trabalho. “Nossa pronta resposta é que não suspenderemos a greve e iremos recorrer da liminar até a última instância. Não baixamos a cabeça para essa elite que desvia recursos da educação”, afirmou o presidente. Os estudos do sindicato já comprovaram que é possível a implantação imediata do piso salarial de R$1.312, 00, uma das reivindicações dos profissionais da educação.

Cerca de 70% das escolas estão paralisadas em todo o Estado e o movimento procura cada vez mais o apoio dos trabalhadores que não aderiram à greve, da população e dos estudantes. Por isso, a categoria também condicionou a suspensão da greve com, no mínimo, a apresentação de uma proposta alternativa nas questões reivindicadas e decidiu realizar atos em todas as cidades de Mato Grosso para fazer pressão junto às autoridades, ao Governo Itinerante e aos parlamentares de cada região. Além disso, fortalecerá a presença dos grevistas no acampamento, que permanecerá montado na Praça Ulisses Guimarães, em Cuiabá, e aprovará um manifesto de convocação de luta aos trabalhadores que não paralisaram as atividades.

Na próxima quinta-feira (30), às 14h, será realizado um ato público para manifestar publicamente contra a decisão do desembargador José Tadeu Cury de declarar a ilegalidade do movimento com o slogam: “Ilegal é o Tribunal” e “De forma ilegal age o governo”. O local será definido pelo Sintep/MT.

Os trabalhadores da educação lutam pela implantação imediata do piso salarial de R$ 1.312,00, mas também pelo pagamento das horas atividades para professores contratados, pela posse imediata dos professores aprovados e pelo avanço na lista dos classificados nos concursos. O movimento é para garantir que os professores tenham condições de se dedicar integralmente aos seus alunos, sem precisar ter dois ou mais empregos. Além disso, é preciso investir na estrutura das escolas para que educação de qualidade seja levada à população.

Com informações das agências

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