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Ter, Dez

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  • Choro de metalúrgico demitido emociona em assembleia em frente à Silpa em Caxias do Sul

    Imagine a situação: faltam 22 dias para o Natal. Voce é demitido e não recebe nenhum centavo. Não pagaram a sua rescisão, não depositaram seu fundo de garantia e você não consegue o seguro desemprego, porque a sua rescisão não foi finalizada. Você chega em casa e seus filhos perguntam o que vão ganhar de presente no Natal. E você se entristece, porque não sabe sequer como vai conseguir colocar comida na mesa para eles nos próximos dias.

    Essa é a situacao pela qual estão passando os 180 trabalhadores da Guerra e os 16 demitidos no dia 25 de novembro pela empresa Silpa, ambas em Caxias do Sul (RS). Assim como os trabalhadores da Guerra, esses também não receberam suas verbas rescisórias. O direito de receber o acerto em 10 dias após a demissão não está sendo respeitado por essas empresas do município, assim como não foi respeitado pela Voges em dezembro de 2015.

    A assembleia realizada na manhã desta sexta-feira (2), em frente à empresa Silpa, foi interrompida pelo choro compulsivo de um pai de família que foi demitido e está passando por essa situação: não tem comida para colocar na mesa e alimentar os filhos. Outros trabalhadores, um com 28 e outro com 23 anos de trabalho na Silpa, também expuseram, emocionados, sua situação. Um deles, Aldori Pedro da Silva, com 23 anos de empresa, disse que não esperava passar por isso depois de todos esses anos. "Não recebi nada, nem o 13º. Nos chutaram e disseram: procurem os direitos de vocês. Isso não é justo", lamentou.

    Diante da situação, os trabalhadores optaram por permanecer paralisados em solidariedade aos colegas demitidos. A posição do Sindicato neste caso é a mesma que em relação à Guerra. "Ou a empresa paga as verbas rescisórias, ou readmite os trabalhadores. Caso contrário, ficaremos aqui em frente à Silpa até que seja resolvida a situação", disse o vice-presidente do Sindicato, Claudecir Monsani.

    Fonte: Sindimetal Caxias do Sul

  • Em Betim-MG, metalúrgicos comemoram 5 anos da Fitmetal

    Metalúrgicos de todo o país se reuniram na tarde dessa quinta-feira (dia 6) para a abertura do 2º Seminário de Industrialização - Produzir, Trabalhar, Crescer e Desenvolver o Brasil, realizado pela Federação Interestadual dos Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil (Fitmetal), em Betim, Minas Gerais.

    O evento marca também o aniversário de cinco anos da entidade, criada durante a realização da Conclat (Conferência Nacional da Classe Trabalhadora), que reuniu mais de quatro mil trabalhadores brasileiros em 1º de junho de 2010.

    Wallace Paz, secretário-geral da Fitmetal, deu início às atividades ressaltando o caráter político dessa “comemoração”. “Completamos cinco anos de existência e, nesse curto espaço de tempo, já nos colocamos como uma Federação que desenvolve grandes temas políticos, como esse seminário”.

    O presidente da Federação, Marcelino Rocha, agradeceu a presença de todos e destacou a necessidade de colocar a discussão dos rumos da indústria nacional na pauta diárias de sindicatos e movimentos sociais. Para ele, essa é uma batalha incessante da Fitmetal, que sempre defendeu o desenvolvimento nacional a partir da valorização do trabalho.

    João Alves, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim, também estava presente na abertura desse 2º Seminário. Ele apontou a importância do evento ao fornecer subsídios para os trabalhadores na hora das negociações coletivas. “O acesso aos dados e números que serão apontados aqui irão, com certeza, refletir nas negociações”, disse ele. “Esse seminário também rompe com os preconceitos entre trabalhadores e indústria. Além disso, precisamos compreender que a democracia está em jogo e não podemos permitir um golpe à classe trabalhadora”, complementou Alves.

    “Hoje comemoramos o êxito de nossa entidade”, afiançou o diretor da Fitmetal, Aurino Pedreira do Nascimento Filho. “Faremos isso discutindo um tema de grande relevância para o Brasil: sua indústria. Porém, nesse debate imprescindível, é necessário sempre termos em mente que o processo de desindustrialização que vivemos é estrutural, mas também há inúmeros aspectos conjunturais”.

    Andreia Diniz, dirigente licenciada da Secretaria das Mulheres da Fitmetal - e que já ocupou cargos na diretoria do SindMetal/Betim -, também deu boas-vindas a todos os presentes, destacando a necessidade de promover discussões políticas para auxiliar na formação dos trabalhadores e trabalhadoras.

    A secretária nacional de Formação da CTB, Celina Areias, assentiu com a colocação de Andreia. “Nossa Central defende outra sociedade e um sindicalismo classista. A formação da classe operária é importantíssima, a revolução não se faz sozinha, mas somente por meio da consciência de classe. Eventos como esse realizado pela Fitmetal contribui enormemente para essa formação”.

    Já Débora Rocha da Silva Rua do Rosário, representante da Superintendência do Ministério do Trabalho e Emprego de Betim, afirmou que “o 2º Seminário de Industrialização vem contribuir para nossas ideias e pensamentos e no fortalecimento da classe trabalhadora”.

    O 2º Seminário de Industrialização continua amanhã, sexta-feira (dia 7), debatendo a desindustrialização, reflexos econômicos e sociais para o desenvolvimento do país e alternativas e potencial de crescimento da indústria no Brasil.

    Confira a programação:

    7 de agosto (sexta-feira)
    9h - Mesa 1: Desindustrialização: reflexos econômicos e sociais para o desenvolvimento do país. Com Wilson Cano, professor de economia da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e Renildo Souza, professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

    13h - Mesa 2: Alternativas e potencial de crescimento da indústria no Brasil. Com Jô Moraes, deputada federal e presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional e Vincent Furlan, analista de negócios da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG).

    14h30 - Mesa 3: O papel da Ciência, Tecnologia e Inovação para a indústria no Brasil. Com Roberto Amaral, ex-ministro da Ciência e Tecnologia.

    16h30 - Considerações finais e consequências do debate.

    Fitmetal 

  • Entrevista com Marcelino Rocha: “Somente Diretas Já pode colocar o Brasil nos trilhos”

    O presidente da Fitmetal e da CTB-MG, Marcelino Rocha, avalia 2016 pela pauta regressiva imposta pelo governo golpista e analisa as perspectivas para 2017. Ele faz um balanço da Federação, com conquistas de novas bases e acordos fechados em um cenário de grandes dificuldades.

    Qual avaliação é feita sobre esse final de ano com tantas pautas negativas para os trabalhadores e trabalhadoras?

    A cereja do bolo amargo para o Brasil foi a aprovação da PEC 55. Infelizmente o povo não tem a dimensão do significado da aprovação dessa PEC. Vai chegar um determinado momento - que eu espero que não seja 2036 - que isso precisará ser revisto para o bem do país. Nós já alertávamos quanto a um possível golpe à democracia com antecedência. Até porque antes do golpe o Temer já tinha apresentado a “Ponte Para o Futuro”. Nesses meses de 2016 que foi implementado parte desse projeto nós temos assistido um desastre total do ponto de vista dos direitos sociais, das limitações democráticas e também da regressão dos direitos trabalhistas.

    O impeachment da presidenta Dilma foi uma iniciativa para abafar escândalos de corrupção de deputados e senadores, mas também trouxe consigo a volta de um receituário neoliberal. Era prevista a velocidade com que essa pauta negativa está sendo implementada?

    É uma receita neoliberal que nós não prevíamos em tamanho e contundência. O que o Temer fez em seis meses está superando Sarney, Collor, FHC e até a ditadura militar do ponto de vista regressivo dos direitos sociais e trabalhistas. É assustador como esse compromisso com a elite e com o setor financista pode impor uma agenda tão regressiva como vem sendo implementada nesses últimos meses depois do impeachment da Dilma.

    Aparentemente a direita age coesa na hora de ir contra o povo, já a esquerda muitas vezes não mostra a mesma unidade. Como explicar isto?

    Na esquerda ainda prevalecem diferenças que não cabem ao momento. Existe todo um xadrez para dizimar a esquerda no Brasil. Vide quantas capas das revistas mais reacionárias deste país, Veja, Época, IstoÉ, foram dedicadas a denegrir a imagem do presidente Lula. Ele como a principal liderança do nosso campo talvez não tenha a blindagem necessária do que pode vir a acontecer em 2017, que é a inviabilização da sua candidatura em 2018.

    Mesmo com a quantidade perdida de vereadores e prefeituras nas últimas eleições as pesquisas não mostram uma esquerda liquidada como alardeou a direita e além disso mostram Lula como o candidato mais forte para 2018...

    O único ponto ‘positivo’ para a esquerda é que a direita não tem consenso na disputa pelo poder, pois existem muitos interesses que trazem trincas. Exemplo disso é a briga entre Alckmin, Aécio e Serra, ou as divergências entre Renan Calheiros e Rodrigo Maia e por aí vai. Essa guerra pelo poder entre eles deveria nos ajudar e a esquerda deveria explorar mais essa fragilidade.

    O próximo ano já começa com pautas nefastas, como a votação da Reforma da Previdência na volta do recesso parlamentar. 2017 será mais difícil para o trabalhador do que foi este ano?

    Dizem que vai ter um grupo parlamentar em vigília para discutir a melhor forma de, ao retornar em 2017, aprovar a reforma da Previdência. São coisas que a gente não via nos últimos treze anos no governo no PT e seus aliados, que é o Congresso ficar até quatro horas da manhã debruçado para prejudicar o povo, com vigília de parlamentares para implementar medidas de precarização da vida povo brasileiro.

    Nesse ponto o movimento sindical e os movimentos sociais também não devem permanecer neste período estudando alternativas para barrar essa e outras reformas prejudiciais?

    O momento nos impõe a necessidade de muita atenção no campo democrático popular. Mesmo no ambiente de festas, natal e ano novo, nós devemos permanecer vigilantes porque o saco de maldades não chegou ao fundo. De acordo com o Diap, existem mais de 50 medidas na ordem do dia para serem definidas por esse Congresso que não representa a maioria dos trabalhadores brasileiros. Isso vai desde a redução da idade para o início no trabalho que atualmente é de 16 anos e querem retroagir para 14. Isso combina muito com o desejo da deformação dos jovens brasileiros com o “Escola Sem Partido”, pois as dificuldades no ensino são muito maiores para quem começa a trabalhar mais cedo. Tudo isso também passa pela prevalência do negociado sobre o legislado, passa pela terceirização de atividades-fim entre outros.

    Quanto ao Michel Temer a imprensa e analistas apontam que a sua queda será inevitável. Você também aposta nisso?

    Hoje é uma possibilidade real a queda do Temer. O que não traz nenhuma expectativa positiva. Um golpe dentro do golpe que foi dado pode criar as condições piores para os trabalhadores com alguém mais reacionário ainda assumindo o posto de chefe do país. Por isso precisamos destacar a necessidade de eleições Diretas Já. Somente esta situação pode colocar o Brasil nos trilhos.

    O governo golpista além de impor uma agenda negativa ao país também está destruindo os projetos de integração regional e internacional, como o Mercosul e os BRICS?

    As mostras dadas pelo nosso ministro de relações exteriores são no sentido de acabar com qualquer possibilidade de intercâmbio ou organizações bilaterais de países que precisam se articular frente ao poder da União Europeia e dos Estados Unidos. Um ministro de relações exteriores como o Brasil que tem dificuldade em definir o significado de BRICS é o grande sintoma da desarticulação desse projeto, assim como acontece com o Mercosul, para colocar o nosso país novamente dentro dos interesses imperialistas dos EUA. Agora a Venezuela está sendo o foco central de desestabilização. A exclusão da ministra de Relações Exteriores da Venezuela do último encontro do Mercosul é muito simbólica quanto a isso.

    "Mesmo no ambiente de festas, natal e ano novo, nós devemos permanecer vigilantes porque o saco de maldades não chegou ao fundo."

    A participação da indústria no PIB nacional está em queda livre. As medidas adotadas pelo governo Temer contribuem para piorar este cenário?

    Esse é um tema que a Fitmetal vai considerar como o mais importante do ponto de vista da sua ação política. O processo de desindustrialização que o país atravessa é de um risco muito grande. Um país cuja indústria sai de quase 30% de participação no PIB em décadas passadas e isto é reduzido a menos de 9% não tem perspectiva de desenvolvimento com distribuição de renda, com geração de emprego. A indústria é um setor que tem salários melhores, tem condições de trabalho mais significativas do que outras categorias profissionais, então é fundamental o desenvolvimento da indústria para o crescimento do país.

    O setor naval que cresceu tanto no governo Lula hoje é a maior representação desse cenário de desindustrizalização?

    O Lula desenvolveu políticas no setor naval que fez com que quase chegássemos a 100 mil trabalhadores na área, além de enraizar o setor naval em vários estados, como no Rio Grande do Sul e Pernambuco. Com a Lava Jato e a crise na Petrobras o setor naval deixou a herança de vários trabalhadores demitidos em 2015 e que ainda hoje não receberam as suas verbas rescisórias. Hoje o setor cada dia mais vai se enfraquecendo e hoje existem discursos para baratear o custo da produção no Brasil que indicam que ao invés de construir navios, o Brasil passe a alugar navios junto com tripulação estrangeira. Isso é um prejuízo para a produção, para a economia e para os marítimos nacionais.

    Para o setor de automóveis as condições também não são das melhores?

    Com exceção dos metalúrgicos de Camaçari na Bahia que fizeram um acordo em 2015 com validade de dois anos, fruto da organização no local de trabalho que existe lá, todos os demais metalúrgicos do setor automobilístico fizeram acordos no máximo com a reposição da inflação de um ano antes da data base e a grande maioria com o pagamento parcelado dessa inflação em até três períodos. No momento que você tem um executivo que atua em prol do setor financeiro e um legislativo subserviente aos interesses dos mais ricos, o setor empresarial não iria perder a oportunidade de desfazer todas as conquistas alcançadas nos últimos treze anos.

    No geral como foi avaliado o resultado das campanhas salariais de 2016?

    As campanhas foram realizadas dentro do possível em uma conjuntura totalmente adversa. Foi uma negociação onde o setor empresarial tentou implantar políticas regressivas, mas que, na medida do possível, foram barradas. A posição da Fitmetal junto à FEM/CUT e à Femetal (Força Sindical) em Minas Gerais foi destacada por diversos dirigentes de fora da Fitmetal. Minas é o único estado do Brasil que tem três Federações ligadas à Centrais diferentes e que fazem campanha unificada. O papel da Fitmetal, segundo os dirigentes das outras entidades, foi destacado.

    Especificamente para a Fitmetal como é avaliado este ano?

    Mesmo em um ano de muita dificuldade nós podemos falar que 2016 foi altamente positivo para a Federação. Em primeiro lugar por conta do registro sindical que foi definitivamente finalizado já em janeiro. Em segundo por conta da conquista de novas bases de grande significado para o crescimento e para o enraizamento da política da Fitmetal, que foi Chapecó (SC) e Três Marias (MG), além de criar a possibilidade de estender a base até Nossa Senhora do Socorro (SE). Um terceiro elemento que é importante destacar é que a Federação começou a aparecer com protagonismo. Participou das lutas nacionais contra o golpe com fisionomia, participou das manifestações em defesa da Petrobras, como também do Dia Nacional de Paralisações e Luta em Defesa dos Direitos, organizado pelos Metalúrgicos - com destaque para manifestação que ocorreu em Minas Gerais nas proximidades da Fiat. Além dessas manifestações a Fitmetal teve capacidade de construir alternativas para assinar os acordos coletivos nas suas bases, acordos que tiveram uma dificuldade maior com a liminar do Gilmar Mendes indicando o fim da ultratividade dos acordos.

    Do ponto de vista das relações das relações exteriores a Fitmetal teve um ano produtivo?

    Tivemos uma participação destacada no 17º Congresso da Federação Sindical Mundial, na África do Sul, com a maior bancada de dirigentes. Estamos nos empenhando para fortalecer o internacionalismo de classe, estamos implementando isso na prática. Dessa maneira tivemos trocas importantíssimas, como essa com os metalúrgicos do Egito que visitaram o Brasil por duas vezes e agora nós fomos até lá e firmamos um acordo com eles.

    Em maio de 2017 será realizado o segundo Congresso Fitmetal. Qual é a expectativa até lá?

    Temos muita luta antes do Congresso da Fitmetal. Talvez a principal delas seja barrar a reforma da Previdência. Os metalúrgicos poderão ser os mais afetados com o fim das condições de insalubridade para a aposentadoria e existe toda a agenda regressiva da reforma Trabalhista. Portanto, precisamos chegar ao Congresso da Fitmetal com no mínimo a reforma da Previdência barrada.

    Por Murilo Tomaz, da Fitmetal

  • Fitmetal apoia a chapa “Democracia e Luta” na eleição do Sindicato dos Metalúrgicos de Três Marias (MG)

    Chapa Democracia e Luta, apoiada pela Fitmetal (e pela CTB), concorre à eleição do sindicato que acontece no dia 18 de maio.

    No próximo dia 18 de maio, entre as 6 e 18 horas, o Sindicato dos Metalúrgicos de Três Marias (MG) e Região tem eleições para definir a nova diretoria da entidade para o próximo triênio. A base do sindicato abrange quatorze cidades e conta com cerca de seis mil trabalhadores metalúrgicos, sendo que 689 sócios do sindicato estão aptos para votar.

    Apenas uma chapa foi inscrita para o pleito, a chapa “Democracia e Luta”, apoiada pela Fitmetal. A chapa conta com 24 membros, sendo que 10 são metalúrgicos aposentados ou aposentados por invalidez.

    Edvando José e Silva, atual presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Três Marias e vereador da cidade pelo PCdoB, concorre pela chapa e acredita no apoio dos trabalhadores nessa eleição. Ele aponta a renovação como marca da chapa, pois quase a metade é composta por novos integrantes. “Fizemos a renovação de quase a metade da chapa para ampliar a representatividade nas fábricas e o relacionamento com os trabalhadores”, diz.

    Entre os benefícios trazidos pela atual gestão do sindicato, que agora busca à reeleição, o vereador cita os avanços feitos nas negociações coletivas.

    “Nas negociações tivemos grandes avanços. Nesta semana mesmo estamos negociando nas fábricas para os trabalhadores terem ganho real. A nossa última negociação foi melhor do que a do Estado que fechou uma convenção negativa, menor do que a inflação. Além disso, temos aqui o benefício em que as declarações do Imposto de Renda dos associados são pagas pelo sindicato”, afirma.

    O metalúrgico também observa que o número de associados mais do que dobrou desde que assumiu como presidente e com isso foram feitos investimentos em infraestrutura.

    “Os trabalhadores foram ouvidos pelo sindicato. Fizemos uma reformulação muito grande e criamos áreas de lazer para os associados com quadra sintética e salão de festas, portanto fizemos investimos em infraestrutura para receber os trabalhadores”.

    Como propostas para o próximo mandato,fit Edvando indica a necessidade de ampliar a organização da classe trabalhadora, assim como em aproximar ainda mais os trabalhadores da entidade sindical, sem deixar de agir pela manutenção da luta de classes.

    Segundo ele, o mandato de vereador, conquistado nas eleições em 2016, deu amplitude às questões dos metalúrgicos na cidade. “O mandato de vereador está ajudando muito na luta dos metalúrgicos aqui em Três Marias, principalmente em relação às negociações com as empresas. Agora os metalúrgicos têm uma voz ativa na Câmara da cidade, isso trouxe maior representatividade para a categoria”, afirma Edvando.

    Da Fitmetal

  • Fitmetal aprimora sua comunicação e lança novo site

    A Fitmetal lança nesta segunda-feira (15) seu novo site, com o intuito de atender às expectativas dos metalúrgicos e metalúrgicas classistas em ter um meio de comunicação moderno e que seja um contraponto à chamada “grande mídia”.

    O lançamento do site é um marco da nova fase iniciada em 2016 pela Federação, que no último dia 7 de janeiro finalizou seu processo de fundação, ao receber do Ministério do Trabalho o registro sindical.

    O presidente da Fitmetal, Marcelino Rocha, enxerga o novo site como mais um instrumento de promoção dos interesses dos brasileiros. “É necessário que o movimento sindical compreenda seu papel na sociedade. Não podemos admitir que tantos profissionais da comunicação sindical convivam com o massacre da mídia ‘oficial’, que continua deitando e rolando contra a maioria dos interesses do povo brasileiro. A Fitmetal tem o dever de, junto a outros, promover a comunicação real e não a que interessa apenas a elite”, indica o presidente.

    Segundo Marcelino, a autocrítica do movimento sindical nesse momento é necessária, pois ele enxerga que os trabalhadores e trabalhadoras não possuem muitos contrapontos à grande mídia. Para ele, as experiências de comunicação independentes e alternativas aos veículos tradicionais têm sido importantes, porém insuficientes.

    Assim, o novo site corrobora com o compromisso da presidenta Dilma Rousseff que afirmou, no último dia 2 de fevereiro, que irá enviar o Marco Regulatório das Telecomunicações para o Congresso Nacional, com o intuito de regulamentar a Constituição de 1988, para acabar com os monopólios midiáticos e democratizar os meios de comunicação. Para o presidente da Federação, “a regulamentação mais avançada e democratizada da comunicação só faz reforçar as forças democráticas e populares do país”, diz Marcelino.

    DESIGN E ADAPTABILIDADE

    Conforme opinião da Agência SempreViva, responsável pelo site, foram realizadas muitas mudanças em comparação ao site anterior. “Foi feita uma mudança radical de design. O site hoje está muito mais parecido com um site de notícias. E é esse o objetivo. Além de falar da própria FITMetal, disponibilizar conteúdo de interesse dos trabalhadores e da sociedade em geral”.

    Ainda de acordo com a Agência SempreViva, o site está mais bem adaptado para as tecnologias atuais, e pode ser visto no computador, em tablets e celulares. “O site foi refeito com ferramentas mais modernas e as últimas tendências da web em sites editoriais. Para quem acessa ficou mais fácil a navegação e com um design mais próximo com o de uma agência de notícias”.

    CONTEÚDO MAIS AMPLO

    Ao promover as mudanças em seu site, a Fitmetal espera oferecer um conteúdo que tenha como público prioritário os metalúrgicos e metalúrgicas de todo o país, sem deixar de lado os profissionais de outras categorias e todos aqueles que, em seu dia a dia, lutam pela valorização do trabalho e por mais direitos sociais.

    Dessa forma, além das notícias referentes às atividades da Federação e de seus sindicatos filiados, o novo site buscará oferecer um conteúdo que abranja as áreas de política, economia, mundo do trabalho e sindicalismo internacional.

    Para o secretário de Comunicação da Fitmetal, Valdir Silva, esse tipo de conteúdo é cada vez mais uma exigência dos dirigentes sindicais e da classe trabalhadora. “O mundo atual, com a facilidade tecnológica que dispomos, demanda uma comunicação diferenciada e integrada a todas as inovações disponíveis. Vamos dar um passo importante nessa direção a partir deste lançamento”, acentua o dirigente.

    Fonte: FITMetal

  • Fitmetal aprimora sua comunicação e lança novo site

    A Fitmetal lança nesta segunda-feira (15) seu novo site, com o intuito de atender às expectativas dos metalúrgicos e metalúrgicas classistas em ter um meio de comunicação moderno e que seja um contraponto à chamada “grande mídia”.

    O lançamento do site é um marco da nova fase iniciada em 2016 pela Federação, que no último dia 7 de janeiro finalizou seu processo de fundação, ao receber do Ministério do Trabalho o registro sindical.

    O presidente da Fitmetal, Marcelino Rocha, enxerga o novo site como mais um instrumento de promoção dos interesses dos brasileiros. “É necessário que o movimento sindical compreenda seu papel na sociedade. Não podemos admitir que tantos profissionais da comunicação sindical convivam com o massacre da mídia ‘oficial’, que continua deitando e rolando contra a maioria dos interesses do povo brasileiro. A Fitmetal tem o dever de, junto a outros, promover a comunicação real e não a que interessa apenas a elite”, indica o presidente.

    Segundo Marcelino, a autocrítica do movimento sindical nesse momento é necessária, pois ele enxerga que os trabalhadores e trabalhadoras não possuem muitos contrapontos à grande mídia. Para ele, as experiências de comunicação independentes e alternativas aos veículos tradicionais têm sido importantes, porém insuficientes.

    Assim, o novo site corrobora com o compromisso da presidenta Dilma Rousseff que afirmou, no último dia 2 de fevereiro, que irá enviar o Marco Regulatório das Telecomunicações para o Congresso Nacional, com o intuito de regulamentar a Constituição de 1988, para acabar com os monopólios midiáticos e democratizar os meios de comunicação. Para o presidente da Federação, “a regulamentação mais avançada e democratizada da comunicação só faz reforçar as forças democráticas e populares do país”, diz Marcelino.

    DESIGN E ADAPTABILIDADE

    Conforme opinião da Agência SempreViva, responsável pelo site, foram realizadas muitas mudanças em comparação ao site anterior. “Foi feita uma mudança radical de design. O site hoje está muito mais parecido com um site de notícias. E é esse o objetivo. Além de falar da própria FITMetal, disponibilizar conteúdo de interesse dos trabalhadores e da sociedade em geral”.

    Ainda de acordo com a Agência SempreViva, o site está mais bem adaptado para as tecnologias atuais, e pode ser visto no computador, em tablets e celulares. “O site foi refeito com ferramentas mais modernas e as últimas tendências da web em sites editoriais. Para quem acessa ficou mais fácil a navegação e com um design mais próximo com o de uma agência de notícias”.

    CONTEÚDO MAIS AMPLO

    Ao promover as mudanças em seu site, a Fitmetal espera oferecer um conteúdo que tenha como público prioritário os metalúrgicos e metalúrgicas de todo o país, sem deixar de lado os profissionais de outras categorias e todos aqueles que, em seu dia a dia, lutam pela valorização do trabalho e por mais direitos sociais.

    Dessa forma, além das notícias referentes às atividades da Federação e de seus sindicatos filiados, o novo site buscará oferecer um conteúdo que abranja as áreas de política, economia, mundo do trabalho e sindicalismo internacional.

    Para o secretário de Comunicação da Fitmetal, Valdir Silva, esse tipo de conteúdo é cada vez mais uma exigência dos dirigentes sindicais e da classe trabalhadora. “O mundo atual, com a facilidade tecnológica que dispomos, demanda uma comunicação diferenciada e integrada a todas as inovações disponíveis. Vamos dar um passo importante nessa direção a partir deste lançamento”, acentua o dirigente.

    Fonte: FITMetal

  • Fitmetal assina ficha de filiação à CTB neste sábado (1º), em são Paulo

    Fundada em 2010, a Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil (Fitmetal) se incorpora às fileiras da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) neste sábado (1º), em São Paulo.

    A ficha de filiação foi assinada pelo presidente da Fitmetal, Marcelino da Rocha na presença do secretário-geral da CTB, Wagner Gomes, que saudou a adesão ao projeto sindical da central que mais cresce no Brasil, em defesa dos interesses da classe trabalhadora.

    “A incorporação da Fitmetal à CTB se deve à luta desenvolvida pela central em defesa da classe trabalhadora e dos interesses nacionais”, afirma Rocha. Ele ressalta também os trabalhos da CTB contra a desindustrialização do país.

    “Juntamente com a Fitmetal, a CTB vem batalhando por projetos que revigorem a indústria no Brasil”, acentua. “A desindustrialização vem acabando com os empregos e prejudicando o desenvolvimento nacional”.

    De acordo com Rocha, a filiação à CTB mostra coerência porque “estamos juntos na luta contra as reformas do governo ilegítimo de Temer e defendendo eleições diretas já para colocar os Brasil nos trilhos do crescimento econômico”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: Flora Brioschi

  • Fitmetal completa 7 anos em defesa da classe operária

    A Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil, Fitmetal, foi fundada em 1º de junho de 2010, em São Paulo, durante a realização da Conclat (Conferência Nacional da Classe Trabalhadora). Ao completar sete anos de existência, a entidade se coloca, ao lado de tantas outras organizações sindicais e sociais, com a grande tarefa de derrotar o atual projeto político em curso no Brasil.

    Como observa o presidente da Fitmetal, Marcelino da Rocha, o momento político não propicia comemorações. No entanto, ele revela que a história da Federação desde que foi fundada é de significativas conquistas.

    “Antes da fundação, a partir de 2008, com a saída da nossa corrente sindical classista da CUT, os metalúrgicos ficaram sem uma estrutura de organização nacional para se articularem. Com a construção da Fitmetal essa situação se inverteu, pois, a partir de 2010, nós começamos uma articulação nacional melhor estruturada. Com a Fitmetal nós implementamos um processo de conhecer as realidades do conjunto dos metalúrgicos classistas”, comenta.

    Para o dirigente, esses 7 anos confirmaram a necessidade de uma orientação nacional e de um debate de acordo com a conjuntura do momento político que o país viveu nesses últimos dez anos.

    “Temos a comprovação que estamos no caminho certo pelo desfecho das últimas eleições sindicais, em particular em Betim (MG) e Caxias do Sul (RS), quando nós enfrentamos adversários de peso e conquistamos essas duas vitórias importantes, mesmo com os concorrentes se utilizando de métodos que reprovamos e, por isso, nunca praticamos”, diz.

    Ao longo dos últimos anos, a Fitmetal também agregou novos e importantes sindicatos a sua base, como indica Marcelino.

    “Tivemos vitórias importantes como o Sindicato dos Metalúrgicos de Chapecó (SC), como os metalúrgicos de Três Marias (MG), em Nossa Senhora do Socorro (SE). Trazer esses sindicatos é uma demonstração da justeza da nossa política”.

    O dirigente também aponta como fundamental a recém-filiação à CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil).

    “A decisão da filiação à CTB também é uma decisão estratégica e importante, porque a CTB hoje se caracteriza pela sua autonomia, pela sua democracia e pela a sua unidade na ação política. Essas são características que combinam com o processo de construção da Fitmetal”.

    No plano internacional, o presidente da Federação coloca que durante todos esses anos foi construída uma importante base de relacionamento. A partir da intervenção do secretário de Relações Internacionais, Francisco Sousa, que também é o secretário-geral da UIS MM (União Internacional Sindical dos Metalúrgicos e Mineiros), as relações com os operários e entidades de outros países tendem a se ampliar, com frutos importantes para os metalúrgicos e para as metalúrgicas do Brasil.

    Com a recente realização do 2º Congresso da Fitmetal, que ocorreu entre os dias 25 e 27 de maio, em Guarulhos (SP), e definiu uma nova direção para o próximo período, novos objetivos para a entidade foram traçados para os próximos anos.

    “A cereja do bolo de nossa jornada até aqui foi a realização do 2º Congresso da Fitmetal. Foi uma demonstração de profundidade no debate político e de fortalecimento da unidade da nossa corrente no ramo metalúrgico em toda a nação. Agora o objetivo da Fitmetal é fortalecer a unidade dos metalúrgicos classistas, ampliar o nosso raio de participação no movimento sindical, além do objetivo estratégico da fundação da Confederação Nacional de Metalúrgicos e Metalúrgicas Classistas”, completa Marcelino.

    Por: Murilo Tomaz na FitMetal

  • Fitmetal denuncia desindustrialização no Brasil em visita à CTB

    Representantes da Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil (Fitmetal) se reuniram, na manhã desta quarta-feira (21), com o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo, em São Paulo.

    Fitmetal aprova filiação à CTB durante 2º Congresso da entidade

    Durante o encontro, os sindicalistas dialogaram sobre os desafios da categoria diante da conjuntura política do país. “A Fitmetal inaugurou uma nova fase, após a realização de seu 2º Congresso. Daremos continuidade à luta contra as reformas trabalhista e previdenciária e por mais democracia”, expressou o presidente da entidade, Marcelino Rocha.

    Outro tema exposto na reunião foi sobre o fortalecimento da campanha contra o processo de desindustrialização no Brasil. “Os mais atingidos por esta iniciativa, com a desmonte do setor naval e a desnacionalização das empresas estatais são os metalúrgicos”, alertou Rocha.

    Seminário

    Com o objetivo de discutir sobre o assunto a Fitmetal, em parceria com a CTB, estão organizando um seminário com o tema que deve ocorrer no mês de setembro no Rio de Janeiro.

    A secretária de comunicação da federação, Andreia Diniz, saudou a iniciativa “Com a reestruturação da entidade vamos realizar mais ações como esta”, frisou. O secretário-geral da Fitmetal, Wallace Paz também participou do encontro.

    Portal CTB

  • Metalúrgicos de Jaguariúna fazem protesto neste sábado contra as reformas de Temer

    Aproveitando o feriado de aniversário da cidade de Amparo (dia 8 de abril), o Sindicato dos Metalúrgicos de Jaguariúna irá realizar uma atividade conjunta com outras entidades em protesto às reformas Trabalhistas e da Previdência. 

    O evento, que acontecerá a partir das 10h na Praça Pádua Salles, conta com o apoio do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo – APEOESP, do Sindicato dos Trabalhadores em Hotel, Bares e Restaurantes de Águas de Lindóia e Região – Sinthoresca, do Movimento Afro-Brasileiro de Amparo – MABA, e das organizações Frente Brasil Popular e Brasil Sem Medo.

    O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, José Francisco Salvino, explica que o Governo Michel Temer está focado em acabar com os direitos dos trabalhadores e somente com paralisações e mobilizações poderá ser possível reverter esse quadro.

    “As dificuldades impostas para o trabalhador se aposentar com a reforma da previdência, e praticamente para todos os direitos trabalhistas propostos na regulamentação da terceirização irão destruir conquistas que viemos construindo ao longo das últimas décadas”, explica. “Somente com a união de todos os trabalhadores é que conseguiremos barrar essas reformas que atendem apenas aos grupos empresariais, famintos por gerar mais lucros e pouco se importando com a classe trabalhadora”, afirmou o dirigente.

    Serviço:

    Dia 8 de abril de 2017, a partir das 10h,

    Praça Pádua Salles – Amparo/SP

     

    Fonte: SindiMetal Jaguariúna

  • Metalúrgicos demitidos da Guerra enfrentam indefinição e intransigência da empresa

    Na manhã desta sexta-feira (02), nova assembleia foi realizada em frente à Guerra. A empresa que demitiu 180 trabalhadores sem pagar as verbas rescisórias permanece irredutível. Na tarde de quarta-feira (01), foi realizada uma audiência, onde representantes da Guerra insistem no parcelamento, mesmo com o Sindicato repetindo que não vai aceitar.

    O presidente do Sindicato, Assis Melo, disse que ao contrário da empresa, que não apresenta nenhuma perspectiva de resolução, fez ele mesmo uma proposta para tentar solucionar o impasse. “Nossa proposta é que eles paguem a parcela do 13º dos demitidos, assim como o mês de salário de novembro até o quinto dia útil, cancelem o aviso prévio que já venceu. Aí eles tiram a multa de um salário pelo vencimento do aviso. Suspendem as demissões e refaçam o número de demissões de acordo com o que a empresa pode pagar. Porque se não tem dinheiro pra pagar, não pode demitir”, explica.

    Segundo o presidente, a empresa ficou de dar uma resposta à proposta ainda no final da tarde desta sexta-feira. “Pedimos a compreensão dos trabalhadores a não aceitarem fazer hora extra pelo menos neste final de semana, enquanto estamos na luta. A empresa tem responsabilidades das quais não pode fugir. Enquanto as verbas rescisórias não forem pagas, vocês ainda são trabalhadores da empresa e seguiremos lutando”, destaca.

    Assis convoca todos para uma rede de solidariedade para ajudar os trabalhadores desempregados não só da Guerra, mas de toda a categoria metalúrgica. “Faço um apelo à sensibilidade para que, a partir de semana que vem, comecemos a recolher cestas básicas para ajudar os trabalhadores metalúrgicos desempregados. Apelo à sensibilidade principalmente da direção da empresa Guerra para que esse assunto seja resolvido o mais rápido possível. Qual é a dificuldade em aceitar a nossa proposta? Estamos aqui lutando pelos direitos dos trabalhadores. Não queremos nada além disso”, reitera.

    Depois da assembleia, os trabalhadores saíram em caminhada até o portão administrativo da empresa, onde permanecem reivindicando por seus direitos.

    Fonte: Sindimetal Caxias do Sul

  • Metalúrgicos do Rio de Janeiro aceitam proposta de aumento salarial

    Na assembleia realizada na última quinta-feira (3), os metalúrgicos do Rio de Janeiro aprovaram, por unanimidade, a proposta de reajuste salarial para a categoria neste ano. O acordo garantiu o aumento de 9,15% para os trabalhadores, sendo 6% retroativo para outubro e 3,15% em março de 2017 para o Grupo-19/Firjan, e 5,65% em outubro e 3,5% em abril para o setor naval.

    A campanha salarial deste ano ocorreu dentro de uma forte crise econômica e política. Muitas empresas encontram-se em dificuldades, demitindo e até mesmo fechando as portas.

    Mais uma vez o patronato jogou duro com os trabalhadores. Inicialmente sinalizaram com 0% de aumento, com retorno do banco de horas e retirada de direitos. Depois queriam dar apenas 5% em janeiro do ano que vem. Todas estas propostas foram prontamente rejeitadas pelo Sindicato, que exigiu a recomposição salarial dos metalúrgicos.

    O Sindicato intensificou as ações na porta de fábrica, com diversos atos com os trabalhadores. Só então os patrões apresentaram uma proposta melhor e que pôde ser aceita pela categoria.

    A crise na indústria continua, por isso o Sindimetal-Rio alerta aos trabalhadores para que se mantenham atentos e mobilizados para as lutas que virão em defesa dos nossos direitos. A CLT está sob ataque dos patrões e do Congresso Nacional. Não aceitaremos retirada de direitos!!!

    Desconto assistencial – A assembleia também aprovou o desconto assistencial no valor de R$ 9,00 em três vezes para cobrir os gastos da campanha salarial. É importante que a categoria contribua com a sua própria luta. Não aceite pressão dos patrões para não fazer o desconto. Quem financia a luta dos trabalhadores é a própria categoria.

    Do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro

  • Metalúrgicos do Rio debatem a Política de Conteúdo Nacional

    Na última quarta-feira (8), a direção do Sindimetal-Rio esteve no Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval) para uma reunião que debateu a importância do conteúdo nacional para a indústria naval. O encontro também reuniu a Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil (Fitmetal) e outros sindicatos da categoria.

    Recentemente, o governo golpista de Temer decidiu diminuir em 50% o índice de conteúdo local exigido para as empresas que participarem dos próximos leilões de petróleo e gás, marcados para setembro e novembro de 2017.

    O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro, Jesus Cardoso, defendeu a unidade dos trabalhadores para a luta em defesa do conteúdo nacional, pois sem ele a indústria naval não se sustenta.

    Os sindicatos dos trabalhadores e o Sinaval pretendem realizar ações para deixar claro ao governo Temer a importância deste setor para o Brasil e rejeitaram a ida das obras para os estaleiros estrangeiros.

    Exportação de empregos

    A Política de Conteúdo Local é a exigência de participação das indústrias brasileiras na extração do petróleo nacional, incluindo a indústria naval. Apesar da oposição em bloco à sua redução, que teve apoio até do presidente da FIESP, Paulo Skaf, o governo Temer decidiu em fevereiro pela redução. A justificativa do ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, foi que “melhor que porcentual alto, inexequível, é um porcentual baixo que todos possam atingir”.

    Na época, o presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso, classificou a medida como "uma política que vai exportar empregos”. Ele explicou que, diante da concorrência desequilibrada que essa indústria passará a sofrer em relação aos importados, que chegam ao Brasil com isenção total de impostos, é provável que haja uma migração agressiva da cadeia de produção para países com custos associados mais baixos. Em sua primeira entrevista após o fato, ele disse esperar também que haja uma "desmobilização da indústria e dos centros tecnológicos" que permitiram ao Brasil tomar a liderança mundial na exploração em águas ultraprofundas.

    A decisão do governo está em sintonia com as grandes petroleiras multinacionais, que pediam a mudança desde a abertura dos leilões para empresas estrangeiras. Gigantes como Shell e BP argumentavam que a exigência tornava os equipamentos muito mais caros, e que a indústria nacional não tinha capacidade de entrega - algo que, por sua vez, os obrigava a investir nessa mesma indústria nacional.

    Da CTB-RJ

  • Metalúrgicos fluminenses se reúnem com prefeito de Niterói (RJ) para debater setor naval

    Na semana passada, o presidente do Sindimetal-Rio, Jesus Cardoso, esteve com o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves. Entre outros assuntos, eles conversaram sobre a importância de reativar, o quanto antes, a indústria naval no estado do Rio.

    O prefeito de Niterói se comprometeu a reunir os prefeitos do Rio de Janeiro e de Angra dos Reis para uma reunião conjunta que possa traçar ações que ajudem a retomar a indústria naval no estado.

    A ideia é fazer uma frente ampla de prefeitos que possam dialogar com os deputados e pressionar o governo federal a destravar os investimentos no setor naval, de forma a retomar as obras e gerar empregos.

    Também neste sentido, o presidente Jesus Cardoso esteve com a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) para pedir seu apoio na busca, em Brasília, desse debate para pressionar o governo federal a realizar investimentos e garantir o conteúdo nacional.

    A quebra do setor naval atingiu duramente o estado do Rio, o estaleiro Eisa fechou as portas deixando milhares de trabalhadores sem emprego e sem as verbas rescisórias. Situação parecida acontece com os metalúrgicos do Rio Nave. O objetivo é fazer com que estes estaleiros, e outros, retomem o quanto antes das obras e possam novamente gerar empregos no nosso estado.

    A busca pela reativação do setor naval também precisa envolver os deputados estaduais e o governo do estado. Por isso, já está marcada a audiência pública para o dia 10 de abril, às 9h, (segunda-feira), na Alerj.

    Do Sindimetal-Rio

  • Nova diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim participa de seminário sobre gestão sindical

    A nova diretoria do Sindicato, que tomou posse no último domingo (9), participa nesta segunda-feira (10) e na terça (11) de sua primeira atividade: um seminário sobre gestão sindical classista. O objetivo é mostrar aos novos diretores o funcionamento da entidade, seu Estatuto, a Convenção Coletiva de Trabalho dos Metalúrgicos e definir um programa de atuação para a nova gestão, que seja classista, democrática e unitária.

    O encontro conta com a participação do secretário de Formação e Cultura da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Minas Gerais (CTB), Adelmo Rodrigues de Oliveira, e do secretário de Interiorização, Gélson Alves; da diretora da Federação Interestadual dos Metalúrgicos de Metalúrgicas do Brasil (Fitmetal) Andréia Diniz; da presidenta do Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro Minas), Valéria Morato; do assessor de Formação do Sindicato, Maurício da Rocha, e do assessor político da entidade, João Batista Cassiano.

    Na abertura do seminário, a presidenta do Sinpro Minas saudou a nova diretoria e chamou a atenção para importância da organização dos trabalhadores e dos desafios que estão sendo colocados para a nova gestão. "O Sindicato dos Metalúrgicos de Betim e Região tem uma história de 40 anos que precisa ser considerada, pois é ela que faz o presente. Essa diretoria que acaba de assumir a condução do Sindicato foi eleita com a bandeira da experiência e do novo. Por isso, deve trabalhar com o olhar da continuidade e do novo, promovendo as mudanças necessárias sempre com o objetivo de atender às necessidades dos trabalhadores e trabalhadoras", disse Valéria Morato.

    Adelmo Rodrigues falou à diretoria sobre o papel político do Sindicato. "O Sindicato é o grande aliado do trabalhador, seja para garantir ou lutar por direitos. Mas, seu papel vai ainda mais além. Ele também deve atuar como um agente político na sociedade, devendo dialogar com outras entidades sindicais, com o Poder Público e também com a sociedade como um todo. Por conta dessa sua importante atuação, os sindicatos vêm sofrendo duros ataques nos últimos tempos. Por isso, é fundamental à diretoria do Sindicato e aos trabalhadores compreenderem essa importância e defendê-lo desses ataques. A diretoria do Sindicato não pode e não deve abrir mão desse papel político de agente transformador da sociedade", ressaltou.

    Confira a cobertura fotográfica do seminário na galeria de fotos do Facebook do Sindicato.

    Do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim

  • Sergipanos debatem crise no setor industrial

    Um panorama da indústria e as saídas para a crise econômica que afeta o setor foram traçados, em Aracaju (SE), durante a realização do ciclo de debates sobre Indústria e Desenvolvimento – Estratégias para superar a crise e construir um novo projeto nacional. O evento foi promovido pela Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil (Fitmetal), Sindicato dos Metalúrgicos de Nossa Senhora do Socorro e Região (Sindimetal), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Sergipe (CTB-SE) e Dieese.

    O professor da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Ricardo Lacerda, um dos convidados para o ciclo de debates, reconheceu que o país vive um período adverso e haverá dificuldades para o setor e para os trabalhadores nos próximos anos. O docente baseou sua análise em cinco pontos - a importância da indústria; a desindustrialização prematura; o que os governos populares fizeram e deixaram de fazer em favor do desenvolvimento industrial; o desmonte da indústria e as dificuldades de se pensar um programa nacional para o setor.

    Internacionalização

    Lacerda lembrou que a indústria no Brasil vem perdendo peso na economia desde a década de 80 com a consequente estagnação do emprego formal no setor e, apesar de ter apresentado um crescimento entre 2004 e 2011, voltou a cair desde então. Segundo ele, a elite brasileira está unida contra o desenvolvimento industrial. “Ela está vendendo tudo, inclusive em Sergipe, para grandes grupos estrangeiros, principalmente da Noruega e Índia”, esclareceu. Para o professor, isso tem provocado uma forte internacionalização da indústria no Brasil.

    Luis Moura, supervisor técnico do escritório do Dieese-SE, também convidado para o ciclo de debates, falou sobre os impactos da nova legislação trabalhista que sinaliza com a precarização por diversas formas de contratação. “Se uma empresa instalada no Nordeste perde o incentivo fiscal e o subsídio do crédito do BNDES, ela vai olhar para a questão da mão de obra como um custo a ser atacado dentro de uma flexibilização respaldada pela nova legislação. Isso preocupa porque, como não há nenhuma restrição a demissão imotivada, as empresas acabam regulando os custos dela via demissão”, enfatizou.

    Segundo Moura, diante desse cenário, as empresas demitirão os empregados mais antigos e contratarão novos, aumentando a rotatividade com o rebaixamento da média salarial. Com base em dados do IBGE de 2015, divulgados nesta quarta-feira (4), Moura demonstrou a redução no número de indústrias e a consequente queda nas vagas de emprego nos últimos anos. Em Sergipe, haviam 2,3 mil indústrias de transformação em 2013 e, em 2015, esse quantitativo caiu para 2,2 mil. “Está havendo sim um processo de desindustrialização. Ninguém é contra o crescimento do setor de serviço, ou que a agricultura tenha o crescimento e seja um setor extremamente competitivo, mas temos perdido essa competitividade no setor industrial”, salientou.

    Enriquecedor

    Para o presidentE da CTB-SE, Adêniton Santana, o quadro traçado por Lacerda e Moura é assustador e preocupante, mas esse é um momento de buscar soluções para sair da crise. “Esse evento veio para que possamos montar estratégias e elaborar um projeto nacional de desenvolvimento para a indústria. Tivemos dois debates ricos, mostrando a realidade do setor, o que eleva também o nosso conhecimento”, disse.

    A presidentA do Sindimetal, Maria Delvanira, avaliou positivamente o ciclo de debates. “Foi bastante esclarecedor. Tivemos um panorama da situação da indústria no país, as consequências da política de desindustrialização para a economia brasileira e para os trabalhadores, e o que nos aguarda com a entrada em vigor da legislação trabalhista. Foi muito enriquecedor e ficamos felizes por contribuir com a realização de um evento como esse”, salientou. Além de dirigentes de entidades sindicais de Sergipe, o presidente da Federação, Marcelino da Rocha, o vice-presidente Aurino Pedreira e o secretário-geral Wallace Paz também participaram do evento.

    Niúra Belfort - CTB-SE

  • Sociedade debate futuro da indústria metalúrgica em evento na orla de Aracaju

    Empresários, trabalhadores e representantes de órgãos públicos participam nesta quarta-feira (4), do ciclo de debates Indústria e Desenvolvimento – Estratégias para superar a crise e construir um novo projeto nacional. Entre os convidados estão o prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira; o professor da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Ricardo Lacerda, e o supervisor técnico do escritório do Dieese-SE, Luis Moura. O evento será realizado no Real Classic Hotel, localizado na Avenida Santos Dumont, na Orla da Atalaia, das 9 às 13 horas.

    O ciclo de debates será promovido pela Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil (Fitmetal), Sindicato dos Metalúrgicos de Nossa Senhora do Socorro e Região (Sindimetal), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Sergipe (CTB-SE) e Dieese. Dirigentes da Fitmetal já confirmaram participação no evento. Estarão em Aracaju, o presidente da Federação, Marcelino da Rocha, o vice-presidente Aurino Pedreira e o secretário-geral Wallace Paz.

    Troca de ideias

    “O objetivo é ampliar os conhecimentos com a troca de ideias de diversos setores da sociedade sergipana”, afirma Maria Delvanira (Vânia), presidente do Sindimetal. Para a dirigente da entidade, esse é um momento crucial para a indústria metalúrgica, que há anos sofre com a inexistência de uma política voltada para o desenvolvimento sustentável.

    ctb se metalurgicos debate

    “As montadoras têm importado componentes indiscriminadamente, e as nossas fábricas têm apenas juntado as peças e colocando o produto no mercado. Com essa política, os empregos diminuem no Brasil e aumentam no exterior”, enfatiza Vânia. A situação tende a se agravar ainda mais com a entrada em vigor – dia 11 de novembro – da nova legislação trabalhista que desprotege a classe trabalhadora contra a ofensiva do capital e do próprio governo.

    Perda de benefícios

    “As empresas já tentam retardar as campanhas salariais em curso, para que as convenções e os acordos coletivos possam ser adequados à nova legislação. As ameaças de terceirização, precarização e desemprego crescem, sem contar a perda de benefícios e direitos”, salienta. Nesse sentido, foi lançada a campanha Brasil Metalúrgico, que reúne entidades ligadas às centrais sindicais, com o objetivo de evitar a aplicação das reformas e a retirada de direitos nas bases da categoria.

    Segundo Vânia, todas essas questões serão debatidas no evento que é aberto à sociedade. As inscrições são gratuitas. Os interessados podem confirmar presença pelo telefone (79) 99969-4155. Após o ciclo de debates em Aracaju, as entidades promotoras farão outros na Bahia, Amazonas, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Maranhão.

    Niúra Belfort - CTB-SE

  • UISMM e Fitmetal saúdam metalúrgicos do Uruguai pela realização de seu 21º Congresso

    A Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil (Fitmetal) e a União Internacional de Metalúrgicos e Mineiros (UISMM) da Federação Sindical Mundial (FSM) saúdam os companheiros da União Nacional de Trabalhadores Metalúrgicos e Ramos Afins (UNTMRA) por seu 21º Congresso.

    A UNTMRA é um sindicato de luta, dono de uma trajetória histórica na vida sindical e política do Uruguai. Saudamos também o papel fundamental da PIT-CNT, central sindical que sempre está à frente de todas as batalhas do povo uruguaio e da América do Sul.

    Neste momento de grave crise econômica do capitalismo, é importante que o 21º Congresso da UNTMRA faça um balanço da conjuntura nacional e internacional, de modo a direcionar a luta de nossa categoria perante os desafios atualmente impostos à classe trabalhadora.

    Desde o Brasil, sabemos que é por meio da unidade de ação, do internacionalismo e da soma de todas as nossas lutas que conseguiremos conduzir a classe trabalhadora por caminhos mais justos e prósperos, em cada um de nossos países.

    Vida longa à UNTMRA!

    Vida longa à PIT-CNT!

    São Paulo, 25 de outubro de 2017

    Francisco Sousa
    Secretário de Relações Internacionais da Fitmetal e Secretário-geral da UISMM